Bosso Invest Imóveis

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Aluguel por temporada e Reforma Tributária 2026: como muda o imposto (e o que fazer com seu portfólio)

O aluguel por temporada (Airbnb e similares) foi, por anos, tratado por muitos investidores como uma renda imobiliária ‘quase passiva’. Em 2026, isso muda de patamar: a Reforma Tributária começa a enquadrar a locação por temporada com lógica mais próxima de “operação de hospedagem”.


O efeito prático é simples: muda a base, muda o tipo de tributo e muda o nível de exigência de organização. Quem não se preparar pode ver margem evaporar. Quem se preparar cedo pode ajustar estrutura, preço e contrato para preservar retorno.


A seguir, um guia direto e aplicável — especialmente para quem tem mais de um imóvel, atua com portfólio ou está avaliando se vale manter o foco em curta temporada em 2026.



O que muda (em linguagem direta)


A principal mudança é conceitual: o aluguel por temporada passa a ser tratado como atividade econômica com características de prestação de serviço, entrando no radar dos novos tributos sobre consumo (IBS e CBS).


Na prática, esses tributos incidem sobre a receita da operação — e não sobre o lucro. Isso cria um problema clássico para curta temporada: sazonalidade e vacância não geram ‘desconto’ automático no imposto.


E atenção ao enquadramento: a referência menciona que a locação por temporada é definida como contratos inferiores a 90 dias, equiparada a serviço de hospedagem.



Por que isso pressiona a margem (o ponto que pouca gente calcula)


O investidor de temporada costuma ter um custo operacional que o aluguel tradicional não tem:


• taxas de plataforma e meios de pagamento

• limpeza e enxoval

• manutenção recorrente (alta rotatividade)

• períodos vazios (vacância sazonal)


Quando você adiciona tributo sobre receita, o risco é pagar muito imposto em meses bons e não ter compensação nos meses fracos. Resultado: margem líquida fica mais volátil e, em alguns casos, menor do que no aluguel tradicional.



Pessoa física x pessoa jurídica: onde o jogo muda


Um ponto enfatizado na matéria de referência é a convivência entre Imposto de Renda (que continua existindo) e os novos tributos sobre consumo. Sem planejamento, a combinação pode gerar carga alta e burocracia.


Ainda segundo o material, a carga total para pessoa física pode chegar a patamares elevados, enquanto estruturas via pessoa jurídica (como lucro presumido, dependendo do caso) tendem a ser mais eficientes — especialmente quando há mais de um imóvel e volume relevante de receita.


Importante: não existe “receita universal”. O melhor caminho depende do seu portfólio, do nível de ocupação, do ticket médio e do quanto você quer transformar isso em operação profissional (com gestão e processos).



4 estratégias práticas para proteger retorno em 2026


1) Reprecificar com base em margem líquida, não em diária ‘de mercado’.

2) Aumentar o tempo mínimo de estadia (reduz rotatividade e custo operacional).

3) Considerar migração parcial para médio prazo (ex.: contratos mais longos, quando fizer sentido).

4) Avaliar estrutura e governança: separar patrimônio (holding) de operação (gestão), quando aplicável.



Checklist de preparação (antes de virar urgência)


Antes de 2026 ‘bater na sua porta’, revise:


• Contratos e política de estadia (prazo, cancelamento, responsabilidade por danos).

• Contabilidade e controle de receitas/despesas (por imóvel, por mês).

• Documentação fiscal e organização (quanto mais profissional a operação, mais compliance será exigido).

• Simulação comparativa: curta temporada vs aluguel tradicional (12 meses).



Onde curta temporada ainda pode fazer sentido (com tese)


Curta temporada tende a funcionar melhor quando existe demanda consistente por estadias curtas: turismo, eventos, saúde, educação e polos corporativos. Isso normalmente exige selecionar localização, padrão do imóvel e estratégia de ocupação.


A pergunta-chave para 2026 deixa de ser “qual diária eu cobro?” e passa a ser “qual é minha margem líquida depois de impostos, vacância e custo operacional?”



Conclusão


A Reforma Tributária não ‘mata’ o aluguel por temporada, mas muda a regra: o investidor sai do modo passivo e entra no modo operação. Isso exige gestão, precificação e estrutura.


Quem tratar curta temporada como negócio (com governança e números) tende a preservar margem. Quem tratar como improviso tende a perder retorno.



Próximo passo


Quer uma simulação simples (antes/depois) para entender como a nova tributação pode afetar a margem do seu imóvel de temporada? Fale com a BOSSO INVEST IMÓVEIS e peça uma análise do seu cenário (PF x PJ x alternativa de locação).


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